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Guia completo: sistemas fotovoltaicos para armazéns

Tudo o que precisa saber para planear, dimensionar e instalar energia solar no seu armazém industrial em Portugal.

4 min de leitura·1 de fevereiro de 2026·Durenergy

Um armazém industrial é um dos candidatos ideais para a instalação de energia solar. Grandes coberturas planas, operação diurna e faturas de energia elevadas criam a combinação perfeita para um ROI excecional. Este guia cobre tudo o que precisa saber.

Por que os armazéns são ideais para solar?

1. Grandes coberturas planas Coberturas industriais tipicamente oferecem 3.000–20.000 m² de área disponível, sem elementos sombreantes como chaminés ou janelas de telhado que complicam a instalação residencial.

2. Consumo diurno A maioria dos armazéns opera entre as 7h e as 18h — exatamente quando os painéis solares produzem. Sem baterias, é possível atingir 65–70% de autoconsumo.

3. Estrutura robusta Coberturas metálicas industriais são projetadas para cargas significativas e normalmente suportam a instalação de painéis sem reforços estruturais.

Fases de um projeto de instalação solar em armazém

Fase 1: Análise e dimensionamento (2–4 semanas)

Análise de consumo: Recolha de 12 meses de faturas de energia para perceber o perfil de consumo — picos, vales e distribuição diurna/noturna.

Análise da cobertura:

  • Área disponível total
  • Orientação dominante (sul é ideal; desvios até 30° têm impacto mínimo)
  • Elementos sombreantes existentes
  • Estado da impermeabilização (instalação pode ser combinada com renovação)

Análise estrutural: Avaliação da capacidade de carga adicional da cobertura. A maioria das estruturas metálicas industriais suporta facilmente 15–20 kg/m² de carga adicional.

Dimensionamento do sistema: Cálculo da potência ideal com base no consumo e área, maximizando o autoconsumo.

Fase 2: Licenciamento (3–6 semanas)

Para instalações de autoconsumo (UPAC — Unidade de Produção para Autoconsumo), o processo em Portugal inclui:

  1. Registo na DGEG (Direção-Geral de Energia e Geologia) via Portal do Autoconsumo
  2. Notificação ao operador de rede (EDP Distribuição na maioria dos casos)
  3. Certificado de exploração emitido após inspeção

Para sistemas até 1 MW, o processo é simplificado e pode ser concluído em 4–6 semanas.

Fase 3: Instalação (3–7 dias)

A instalação física é surpreendentemente rápida:

| Tarefa | Duração típica | |---|---| | Montagem de estruturas | 1–2 dias | | Colocação dos painéis | 1–2 dias | | Cablagem e inversores | 1 dia | | Ligação ao quadro elétrico | 1 dia | | Testes e comissionamento | 1 dia |

Perturbação à operação: mínima. Os trabalhos são maioritariamente na cobertura; as ligações elétricas são planeadas para períodos de menor atividade.

Fase 4: Monitorização e operação

Após a entrada em funcionamento, o sistema é monitorizado em tempo real. Espere:

  • Relatórios mensais de produção e poupança
  • Alertas automáticos em caso de anomalia
  • Revisão anual preventiva do sistema

Especificações técnicas típicas

Painéis solares

Para instalações industriais, recomendamos painéis bifaciais de alta eficiência (22–23%):

  • Vantagem: captam luz refletida na cobertura, produzindo 5–15% mais do que painéis monofaciais
  • Marcas recomendadas: Canadian Solar HiKu7, JA Solar Deep Blue 4.0, Longi Hi-MO 6
  • Potência típica por painel: 550–700 Wp

Inversores

A escolha depende da dimensão do sistema:

  • String inverters (para sistemas < 100 kWp): maior flexibilidade, custo menor
  • Central inverters (para sistemas > 200 kWp): maior eficiência em escala
  • Marcas: Fronius (prémio), SMA (fiável), Huawei (melhor custo-benefício)

Estruturas de fixação

Para coberturas metálicas, as estruturas mais comuns são:

  • Fixação direta ao perfil (trapézio ou omega): mais simples, sem penetrações
  • Balasto (estrutura lastre): sem perfurações, ideal quando a impermeabilização é nova
  • Ângulo de inclinação: 10–15° para coberturas planas, otimizado para Lisboa

Erros comuns a evitar

  1. Subdimensionar por medo do custo: sistemas maiores têm melhor custo por kWp e ROI superior
  2. Ignorar a análise de consumo: um sistema mal dimensionado tem excedentes que não maximizam o retorno
  3. Não planear baterias desde o início: a infraestrutura para baterias é muito mais barata quando instalada simultaneamente
  4. Escolher o fornecedor mais barato: qualidade do equipamento e da instalação determina a fiabilidade por 25 anos

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